O deslocamento diário de veículos de saúde pelas rodovias da região tornou-se, ao longo de 2025, parte essencial da rotina de milhares de famílias de Bataguassu. Por trás de cada viagem, estava a necessidade de garantir acesso a atendimentos que não são ofertados no município, mas que fazem toda a diferença na continuidade dos tratamentos. Ao final do ano, o balanço confirmou a dimensão desse suporte: 4.152 pacientes foram transportados para consultas, exames e procedimentos especializados em outras cidades.
De acordo com o relatório anual da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), o serviço de transporte sanitário realizou 1.325 viagens ao longo dos doze meses, conectando pacientes aos principais polos de atendimento regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O fluxo foi direcionado, majoritariamente, para Campo Grande e Três Lagoas, que concentram serviços de média e alta complexidade referenciados para Bataguassu.
Além desses destinos, o município também garantiu deslocamentos para centros reconhecidos nacionalmente pela excelência em atendimentos especializados. Entre eles estão Barretos, Jaú, Presidente Prudente, Jales e Araçatuba, cidades que recebem pacientes para tratamentos em áreas como oncologia, hematologia, cardiologia e ortopedia avançada, entre outras especialidades.
De acordo com a Prefeitura, a demanda pelo serviço manteve-se elevada durante todo o ano, com alguns períodos apresentando picos significativos. Os meses de abril e setembro, ambos com 479 pacientes transportados, e julho, com 415 atendimentos, figuraram entre os mais movimentados, refletindo a dependência contínua da população em relação ao transporte sanitário para a manutenção dos cuidados de saúde.
Para a secretária municipal de Saúde, Aline Cauneto, o serviço vai além do cumprimento de protocolos administrativos e integra uma lógica de cuidado ampliado.
“Levar o cidadão até onde o tratamento está disponível é uma forma concreta de valorização e acolhimento. Enquanto o município não dispõe de determinados serviços de alta complexidade, é dever da gestão assegurar que ninguém fique sem atendimento por falta de condições de deslocamento”, destacou.
Ainda de acordo com a prefeitura, o transporte sanitário atende desde consultas especializadas e exames de alta complexidade até cirurgias, terapias contínuas e tratamentos oncológicos. Em muitos casos, representa o único meio para que pacientes consigam acessar serviços fora do município, consolidando-se como um dos pilares da rede pública de saúde, especialmente para pessoas com doenças crônicas, quadros graves ou necessidade de acompanhamento especializado contínuo.
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