Os mais de 1,17 milhão de consumidores atendidos pela Energisa em Mato Grosso do Sul terão aumento médio de 12,11% nas faturas de energia elétrica a partir da publicação oficial da decisão, prevista para ocorrer ainda em abril. O reajuste tarifário anual para 2026 foi aprovado por unanimidade pelos diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última quarta-feira (22).
O novo índice representa uma elevação expressiva em relação ao reajuste do ano anterior, que foi de apenas 1,33%. Os percentuais variam conforme o perfil de consumo:
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Residências conectadas à baixa tensão: alta média de 11,98%
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Consumidores de baixa renda: reajuste de 11,75%
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Indústrias e grandes empresas (alta tensão): correção de 12,39%
Segundo a Aneel, os fatores que explicam o aumento incluem encargos setoriais, custos de transmissão e despesas com aquisição de energia. Destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), responsável isoladamente por um impacto de 2,73 pontos percentuais no reajuste, em função de mudanças legislativas e da ampliação de subsídios.
Caso não houvesse negociação, o peso nas contas poderia ser ainda maior. A estimativa inicial da agência apontava para uma alta média de 12,61%. No entanto, a Energisa aceitou postergar parte de sua receita após diálogo com o Ministério de Minas e Energia, o que reduziu o impacto imediato em 0,48 ponto percentual.
As novas tarifas entram em vigor assim que a resolução for publicada no Diário Oficial e permanecerão válidas até abril de 2027.
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