O avanço das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti mantém em alerta as autoridades de saúde de Mato Grosso do Sul. Segundo dados mais recentes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgados nesta quinta-feira (21), o Estado já contabiliza milhares de registros de dengue e Chikungunya apenas neste ano, com 33 mortes confirmadas.
Dengue: números em ascensão
Desde janeiro, foram notificados 13.361 casos prováveis de dengue, sendo 7.865 já confirmados. O levantamento indica 17 mortes associadas à doença, enquanto outros sete óbitos ainda estão em investigação.
Apesar da gravidade, a incidência dos últimos 14 dias foi considerada baixa em municípios como Alcinópolis, Nioaque, Inocência, Ivinhema, Água Clara, Cassilândia, Maracaju, Bataguassu, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Sidrolândia, Dourados e Campo Grande.
As mortes ocorreram em diferentes regiões, incluindo Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Entre as vítimas, seis apresentavam comorbidades.
Campanha de vacinação
Como resposta, o Estado intensifica a aplicação da vacina contra a dengue. Até o momento, foram utilizadas 181.578 doses do total de 241.030 encaminhadas pelo Ministério da Saúde. O esquema vacinal exige duas aplicações, com três meses de intervalo entre elas.
O público-alvo da campanha é formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue dentro do grupo de 6 a 16 anos.
Chikungunya: outro desafio
Paralelamente, a Chikungunya também preocupa. O Estado soma 13.575 casos prováveis e 6.999 confirmações pelo SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), incluindo 71 registros em gestantes.
A doença já provocou 16 óbitos, distribuídos entre Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Em 12 desses casos, as vítimas possuíam doenças pré-existentes.
Recomendação à população
A SES reforça que a automedicação não é recomendada e orienta que, diante de sintomas suspeitos de dengue ou Chikungunya, a população procure diretamente uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.
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