Duas crianças perderam a vida em Mato Grosso do Sul em decorrência de picadas de escorpião, em incidentes distintos que abalaram as cidades de Naviraí e Chapadão do Sul. Os casos, registrados na última semana, destacam os perigos desses animais e a necessidade de ações preventivas e atendimento médico rápido.
Em Naviraí, um menino de 5 anos faleceu na quarta-feira, 6 de agosto de 2025, após ser picado por um escorpião durante uma festa de casamento, no domingo, 3 de agosto. Residente em Itaquiraí, a criança foi inicialmente atendida na Santa Casa de Naviraí, mas, devido à gravidade do quadro, foi transferida para o Hospital Universitário de Dourados, onde não resistiu. A morte causou grande comoção nas redes sociais, com mensagens de solidariedade à família.
Em outro caso trágico, uma menina de 8 anos morreu no domingo, 3 de agosto, no Hospital Regional de Campo Grande. O incidente ocorreu em Chapadão do Sul, na terça-feira, 29 de julho, quando a criança brincava no quintal de casa com a irmã e foi picada no pé. O velório e o sepultamento ocorreram na segunda-feira, 4 de agosto.
Os incidentes reforçam a preocupação com a presença de escorpiões em áreas urbanas e rurais. Segundo a Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), foram notificados 1.359 casos de picadas de escorpião na capital em 2024, sem registros de óbitos até o momento. As autoridades orientam medidas preventivas, como manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulhos e inspecionar roupas e calçados.
Orientações em caso de picada
Especialistas recomendam ações imediatas para minimizar os riscos em caso de picada:
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Lavar o local da picada com água e sabão para reduzir o risco de infecção.
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Procurar uma unidade de saúde imediatamente para avaliação e, se necessário, administração de soro antiescorpiônico.
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Capturar o animal com segurança ou fotografá-lo para facilitar a identificação da espécie, auxiliando no tratamento.
As tragédias em Naviraí e Chapadão do Sul destacam a importância da conscientização e da agilidade no atendimento médico. As comunidades locais seguem em luto, enquanto autoridades intensificam campanhas educativas para prevenir novos casos.