Bataguassu deu mais um passo no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Na última quarta-feira, 3 de setembro, os agentes de combate às endemias da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) realizaram a instalação de 96 ovitrampas — armadilhas utilizadas para monitorar e agir preventivamente contra a proliferação do mosquito.

A operação contou com duas equipes, cada uma formada por três agentes, que dividiram-se pelo perímetro urbano. Ao todo, cada grupo posicionou 48 armadilhas em pontos inteligentes de possíveis focos. Essas ovitrampas são recipientes atrativos para que o mosquito deposite seus ovos, permitindo o acompanhamento da infestação sem gerar risco de criadouros ativos.
Segundo o agente de endemias Marcelo, a eficácia da ferramenta está na combinação entre o atrativo (água, levedo de cerveja e a cor escura) e a metodologia de coleta: “O mosquito tem uma frequência de voo de até 300 metros e dificilmente deixa de fazer oviposição em uma armadilha nessas condições. A grande diferença é que conseguimos medir a concentração de ovos e, em até sete dias, recolher antes que se tornem adultos, transformando o que poderia ser um foco em informação estratégica para nosso trabalho.”

Além do aspecto técnico, a SEMSA ressalta a importância da colaboração da população. Os agentes percorrem casas e estabelecimentos diariamente, e precisam ser bem recebidos para executar as atividades com segurança e eficiência. “É essencial que cada morador abra suas portas, confie no trabalho das equipes e compreenda que cada visita é uma ação de proteção coletiva”, destacou a secretária de saúde.

A instalação das ovitrampas é parte de um projeto maior que une monitoramento, prevenção e educação em saúde, valorizando o empenho dos servidores e envolvendo toda a comunidade no combate ao mosquito. O objetivo é claro: reduzir os índices de infestação e impedir que Bataguassu enfrente surtos de arboviroses.
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