Uma investigação da Polícia Civil de Brasilândia resultou no resgate de trabalhadores em situação de exploração e na prisão de dois gerentes rurais, na última terça-feira (19). A ação ocorreu em uma fazenda pertencente a um grupo agropecuário de grande porte, onde foram encontradas condições descritas como degradantes e incompatíveis com a dignidade humana.

📍 O que a polícia encontrou
Segundo contatado pelo Polícia Civil, a propriedade, localizada a cerca de 35 km da área urbana, mantinha os empregados em currais improvisados como alojamento e em depósitos sem condições mínimas de higiene. Além da estrutura precária, os trabalhadores eram submetidos a jornadas superiores a nove horas diárias, de segunda a sábado, com salários irregulares e sem qualquer respaldo da administração.

🗣️ Relatos das vítimas
Funcionários relataram que precisaram caminhar quilômetros até a cidade para obter atendimento médico, devido à falta de transporte e assistência. Outros afirmaram que produtos básicos de higiene e alimentação só podiam ser adquiridos por meio de aliciadores, com descontos diretos nos pagamentos. Nem mesmo cobertores eram fornecidos para enfrentar as noites frias.
🚨 Tentativa de ocultação
Durante a chegada dos policiais, parte dos trabalhadores foi retirada às pressas da fazenda. Cinco deles foram encontrados posteriormente em uma praça central de Brasilândia, evidenciando uma tentativa de ocultar provas. Ao todo, seis pessoas de diferentes estados foram identificadas como vítimas de exploração.
📂 Provas e desdobramentos
A operação recolheu vídeos, fotografias e laudos periciais que comprovam o ambiente de exploração. Duas caminhonetes foram apreendidas. Os suspeitos permanecem presos, aguardando audiência de custódia na Justiça Federal. As vítimas foram encaminhadas ao CREAS, que garantiu abrigo e alimentação temporários.

⚖️ Próximos passos
O delegado Rafael Montovani, responsável pela operação, afirmou que a investigação continuará para identificar outros envolvidos e verificar se há mais vítimas na região. Ele destacou que o caso reforça o compromisso da Polícia Civil em combater o trabalho análogo à escravidão e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos.